terça-feira, 27 de novembro de 2007

EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA QUEM?


Educação ambiental é um ramo da educação cujo objetivo é a disseminação do conhecimento sobre o ambiente, a fim de ajudar à sua preservação e utilização sustentável dos seus recursos. É uma metodologia de análise que surge a partir do crescente interesse do homem em assuntos como o ambiente devido às grandes catástrofes naturais que têm assolado o mundo nas últimas décadas.
No Brasil a Educação Ambiental assume uma perspectiva mais abrangente, não restringindo seu olhar à proteção e uso sustentável de recursos naturais, mas incorporando fortemente a proposta de construção de sociedades sustentáveis. Mais do que um segmento da Educação, a Educação em sua complexidade e completude.
A educação ambiental tornou-se lei em 27 de Abril de 1999. A Lei N° 9.795 – Lei da Educação Ambiental, em seu Art. 2° afirma: "A educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não-formal.
A educação ambiental tenta despertar em todos a consciência de que o ser humano é parte do meio ambiente. Ela tenta superar a visão antropocêntrica, que fez com que o homem se sentisse sempre o centro de tudo esquecendo a importância da natureza, da qual é parte integrante.
"A educação ambiental é a ação educativa permanente pela qual a comunidade educativa têm a tomada de consciência de sua realidade global, do tipo de relações que os homens estabelecem entre si e com a natureza, dos problemas derivados de ditas relações e suas causas profundas. Ela desenvolve, mediante uma prática que vincula o educando com a comunidade, valores e atitudes que promovem um comportamento dirigido a transformação superadora dessa realidade, tanto em seus aspectos naturais como sociais, desenvolvendo no educando as habilidades e atitudes necessárias para dita transformação."
"A educação ambiental é um processo de reconhecimento de valores e clarificações de conceitos, objetivando o desenvolvimento das habilidades e modificando as atitudes em relação ao meio, para entender e apreciar as inter-relações entre os seres humanos, suas culturas e seus meios biofísicos. A educação ambiental também está relacionada com a prática das tomadas de decisões e a ética que conduzem para a melhora da qualidade de vida
"Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade."
Art. 1o da Lei no 9.795 de abril de 1999
"Processo em que se busca despertar a preocupação individual e coletiva para a questão ambiental, garantindo o acesso à informação em linguagem adequada, contribuindo para o desenvolvimento de uma consciência crítica e estimulando o enfrentamento das questões ambientais e sociais. Desenvolve-se num contexto de complexidade, procurando trabalhar não apenas a mudança cultural, mas também a transformação social, assumindo a crise ambiental como uma questão ética e política.
Fonte: Wikipedia

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Aquecimento Global


IMAGEM DO DIA

Aquecimento Global

A locução aquecimento global refere-se ao aumento da temperatura média dos oceanos e do ar perto da superfície da Terra que se tem verificado nas décadas mais recentes e à possibilidade da sua continuação durante o corrente século. Se este aumento se deve a causas naturais ou antropogênicas (provocadas pelo homem) ainda é objeto de muitos debates entre os cientistas, embora muitos meteorologistas e climatólogos tenham recentemente afirmado publicamente que consideram provado que a ação humana realmente está influenciando na ocorrência do fenômeno. O Intergovernmental Panel on Climate Change - IPCC - (Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas, estabelecido pelas Nações Unidas e pela Organização Meteorológica Mundial em 1988) no seu relatório mais recente diz que grande parte do aquecimento observado durante os últimos 50 anos se deve muito provavelmente a um aumento do efeito estufa, causado pelo aumento nas concentrações de gases estufa de origem antropogênica (incluindo, para além do aumento de gases estufa, outras alterações como, por exemplo, as devidas a um maior uso de águas subterrâneas e de solo para a agricultura industrial e a um maior consumo energético e poluição).
Fenômenos naturais tais como variação solar combinados com vulcões provavelmente levaram a um leve efeito de aquecimento de épocas pré-industriais até 1950, mas um efeito de resfriamento a partir dessa data. Essas conclusões básicas foram endorsadas por pelo menos 30 sociedades e comunidades científicas, incluindo todas as academias científicas nacionais dos principais países industrializados. A Associação Americana de Geologistas de Petróleo, e alguns poucos cientistas individuais não concordam em partes.
Modelos climáticos referenciados pelo IPCC projetam que as temperaturas globais de superfície provavelmente aumentarão no intervalo entre 1,1 e 6,4 °C entre 1990 e 2100. A variação dos valores reflete no uso de diferentes cenários de futura emissão de gases estufa e resultados de modelos com diferenças na sensibilidade climática. Apesar de que a maioria dos estudos tem seu foco no período de até o ano 2100, espera-se que o aquecimento e o aumento no nível do mar continuem por mais de um milênio, mesmo que os níveis de gases estufa se estabilizem. Isso reflete na grande capacidade calorífica dos oceanos.
Um aumento nas temperaturas globais pode, em contrapartida, causar outras alterações, incluindo aumento no nível do mar e em padrões de precipitação resultando em enchentes e secas. Podem também haver alterações nas freqüências e intensidades de eventos de temperaturas extremas, apesar de ser difícil de relacionar eventos específicos ao aquecimento global. Outros eventos podem incluir alterações na disponibilidade agrícola, recuo glacial, vazão reduzida em rios durante o verão, extinção de espécies e aumento em vetores de doenças.
Incertezas científicas restantes incluem o exato grau da alteração climática prevista para o futuro, e como essas alterações irão variar de região em região ao redor do globo. Existe um debate político e público para se decidir que ação se deve tomar para reduzir ou reverter aquecimento futuro ou para adaptar às suas conseqüências esperadas. A maioria dos governos nacionais assinou e ratificou o Protocolo de Quioto, que visa o combate à emissão de gases estufa.

Fonte: Wikipédia

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

ECOLOGIA HUMANA COMO CRÍTICA


A ecologia humana é uma multidisciplina que surgiu como necessidade à setorização das ciências e representa uma tentativa de reintegrar o homem à natureza totalizante. A expansão do capitalismo a partir do século XVIII (Revolução Industrial) como critério econômico aceito mundialmente, tem causado conseqüências humanas e ambientais desastrosas em nome da “racionalidade” do crescimento das sociedades dominantes, sendo que a ecologia humana tenta examinar o custo-benefício desses efeitos em sua totalidade.
A área de extensão da floresta Amazônica contribui para a sua proteção e sua destruição ao mesmo tempo, pelo fato de ser inacreditável que uma imensidão de mata (de 2,96 a 4 milhões de quilômetros quadrados), possa ser devastada. Todavia, até 1970 apenas 5 milhões de hectares haviam sido derrubados, sendo que em 1988, já somavam 25 milhões de hectares, porém a área desmatada não aumentou a produção de alimentos à população brasileira.
A aventura de “desenvolver a Amazônia” nos últimos 25 anos, de fato, foi uma transferência de riqueza da União para um pequeno grupo de empresários nacionais e internacionais. A ecologia humana com sua interdisciplinaridade preocupa-se com os grupos dentro da sociedade e com os efeitos de comportamento no meio ambiente físico.
O surgimento de pressões sobre os recursos quando o crescimento populacional é intenso tem possibilidades de soluções, como: incentivo ao controle populacional; incentivo de divisão de terras e ampliação da capacidade industrial nas cidades ou abrem-se novas áreas de colonização em regiões “não-ocupadas”. O Brasil escolheu a colonização como solução e já começa a sentir suas conseqüências, pois foi mais fácil politicamente ocupar a Amazônia em vez de aumentar os impostos do Nordeste e do Sul do país: os grandes proprietários tentam evitar a coleta de impostos e, sem impostos, não existe economia eficiente, principalmente quando são gastos de forma ineficiente.
O estudo dos solos da Amazônia foi concluído juntamente com trechos da Transamazônica, como a Itaituba-Humaitá, sendo considerada ao longo de sua extensão como imprópria à agricultura, enquanto que no trecho Marabá-Altamira, os produtores perdiam sua produção pela inconclusão da estrada. Os prejuízos poderiam ter sido menores se tivessem utilizado nessas áreas uma visão de sistema ecológico humano, pois dos 5.400 quilômetros de extensão da Transamazônica, somente 1.000 quilômetros são transitáveis e em período de estiagem, sendo anualmente reparados no período chuvoso.
As conseqüências da colonização de fronteira são o despovoamento da região, a dizimação da população indígena e a ocupação militar e geopolítica da sociedade dominante, sendo que o número de ocupantes não chega ao de índios que habitavam a região na época pré-colonial. O desmatamento expõe os colonos a arbovírus, retrovírus, protozoários e leishmanioses que ocorriam em ciclos silváticos e que, com o desmatamento da floresta, o homem passou a ser o principal transmissor, aumentando os índices de mortalidade e morbidade na região. O sarampo poderia ser evitado em até 75% dos casos através de vacinas, mas continua a dizimar as populações indígenas em contato. A malária só será controlada quando as autoridades exigirem dos exploradores de minerais que cavam buracos e formam novos focos de contágio, que façam a recobertura obrigatória desses criadouros, o que poderá frear a descontrolada busca de metais preciosos na região.
A área desmatada para “botar capim” até 1988 ocupava cerca de 10 milhões de hectares em fazendas de pecuária, que com incentivos fiscais da SUDAM chegaram a 631 projetos com uma média de 24.000 hectares por fazenda, sendo que somente 92 desses projetos atingiram sua meta, o restante deixou um déficit de 700 milhões de dólares que não foram investidos em saúde, educação e transportes.
O custo ambiental foi devastador à Amazônia e à União, que não possui uma visão ecológica dos sistemas humanos: as chuvas da região são absorvidas por ela mesma e com o desmatamento, já existe uma queda pluviométrica considerável, o que poderá causar danos futuros. A Amazônia possui solos com drenagem elevada e períodos longos de estiagem (seca), o que dificulta a plantação de alimentos em 54% de suas áreas, sendo que o impacto hidrológico na região é de interesse geral.
Apesar das áreas desmatadas, não houve desenvolvimento econômico, pelo contrário: a população infantil está desnutrida, os índios continuam morrendo sem assistência médica e o homem amazônico permanece sem valorização política. O sistema de concentração de terras é o mesmo do resto do país e sem uma consciência moral da importância da justiça social a da necessidade de uma racionalidade ecológica, essa realidade não mudará. Não é necessário destruir a floresta para explorá-la: a política deve levar em conta a necessidade de alimentação, de saúde, de trabalho com salário digno e preservação de áreas verdes e a ecologia humana é um subsídio científico à compreensão dessas relações complexas do homem na Amazônia.


Resumo apresentado por Ariana da Silva na disciplina de mestrado em antropologia da UFPA: "Ecologia Humana, Sustentabilidade e Globalização", texto: MORÁN, Emílio F. A ecologia humana das populações amazônicas In: Ecologia Humana Como Crítica. Petrópolis - RJ: Vozes, 1990. p.p 283-294.

IMAGEM DO DIA


segunda-feira, 8 de outubro de 2007

O QUE É O MESTRADO??



PARTE I:



MELHOR FUGIR DELE...

O QUE É O MESTRADO?

PARTE II


IMAGEM DO DIA...


O MESTRADO SOU EU!